Um dos anúncios mais interessantes da Bienal do Livro 2021, que acontece no Rio de Janeiro entre 03/12 e 12/12, é o painel O Mestre do Mangá, com curadoria de Raphaela Leite, sobre o mestre de horror, o artista japonês Junji Ito (que estará online).

As mediadoras, a youtuber Mikannn e a roteirista de HQs Kika Hamaoui, estarão presencialmente no dia 06/12, às 10h. O tema da mesa será um diálogo investigativo do corpo de trabalho, trajetória, e das motivações artísticas do célebre autor, um dos maiores mangakás em atividade, que se destaca por ser um especialista em histórias de horror.

Nós já tivemos a incrível oportunidade de entrevistar o autor e você pode conferir na íntegra logo abaixo:

1) [ESTAÇÃO GEEK]: Como começou a sua paixão pelos mangás?

[JUNJI ITO]: Quando era criança, fui influenciado pelos gostos das minhas irmãs. Através delas conheci os mangás de horror de Kazuo Umezu, e minha paixão pelos quadrinhos começou quando eu quis desenhar também. Mais tarde, quando estava no ensino médio, tive contato com o caráter artístico do mangá através do Katsuhiro Otomo (autor de Akira), que me fez retomar o entusiasmo pelo mangá.

2) [EG]: Quais são as suas maiores influências no gênero de terror?

[JI]: Não tenho a menor dúvida que a maior referência são os mangás de horror do Kazuo Umezu. Fiquei fascinado por situações como garotas lindas sendo atacadas por aberrações grotescas. Mais tarde, também recebi uma influência enorme da visão peculiar de mundo dos mangás de horror do Hideshi Hino.

3) Quais das suas obras, você indicaria para quem deseja conhecer o seu trabalho?

[JI]: Eu convidaria a ler primeiro histórias surreais como “Kubitsuri Kikyu” (Balões Enforcados) ou “Amigara Dansô no Kai” (O Enigma da Fenda de Amigara).

Junji Ito

4) [EG]: Qual obra você mais se orgulha de ter publicado?

[JI]: “Nagai Yume” (O Sonho Longo), “Kubitsuri Kikyu” (Balões Enforcados), “Amigara Dansô no Kai” (O Enigma da Fenda de migara), entre outros.

5) [EG]: Na sua opinião, quais mangakás têm se destacado atualmente?

[JI]: Não sou muito esclarecido sobre mangás, principalmente sobre os mais recentes, que eu quase que praticamente desconheço. Pessoalmente, considero talentoso o Gou Tanabe, que adaptou os romances de Lovecraft para o mangá.

6) [EG]: Como tem sido a sua relação com as editoras brasileiras que publicam os seus trabalhos?

[JI]: Gostaria de continuar tendo a boa relação que tenho com elas. Sou muitíssimo grato pela oportunidade que me deram ao publicar as minhas obras.

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