Editora Pipoca e Nanquim lança seu primeiro mangá de 2020

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Janeiro de 2009. O Museu do Louvre, na França, promoveu em suas galerias a exposição temática Le Petit Dessein: Le Louvre Invite La Bande Dessinée (ou Cartoons: The Louvre Invites Comic-Strip Art). Nela, o quadrinista japonês Hirohiko Araki expôs artes originais de seu trabalho. Foi a primeira vez que um mangaká teve a honra de expor seus desenhos no Museu do Louvre, o templo de tudo o que é mais belo no mundo em termos de arte, do Oriente ao Ocidente. E foi nessa exposição que anunciaram a participação dele no Projeto BD (Bande Dessinée), promovido pelo próprio Louvre. A obra de Hirohiko Araki seria a quinta participante, uma história fechada, sua primeira totalmente colorida e em grande formato.

Para a produção do mangá, Araki foi visitar o Louvre. Era sua segunda ida ao museu, mas dessa vez ele teve permissão especial para acessar os sótãos e porões, lugares totalmente restritos ao público em geral. E, como se isso não bastasse, a visita foi realizada num dia em que o museu estava fechado. Ele tinha o Louvre inteiro só para si. Foi nessa visita que suas ideias para a história tomaram forma definitiva. O protagonista seria Rohan Kishibe, o desenhista de mangás da quarta saga de Jojo’s Bizarre Adventure, um de seus personagens mais populares. Uma história de mistério em que Rohan acaba envolvido com uma “pintura bizarra”, escondida em algum canto esquecido que, certamente, existe dentro de um museu tão grande quanto o Louvre.

“O Louvre foi muito generoso, por isso, eu quis corresponder a essa confiança, criando uma história que fizesse uma ponte entre o Japão e a França, mais especificamente com o Louvre. De início, concebi uma história de umas 60 páginas, tendo só o museu como cenário, mas, ao incluir as cenas no Japão, o número de páginas dobrou, não sei por quê”, declarou Araki em uma entrevista.

Essa conexão pode ser vista logo na capa, no tom tricolor em homenagem à França, com padrões de nuvens e ondas sobre essa base, que remetem às antigas pinturas japonesas.

Apesar de ser estrelado por um personagem de Jojo’s Bizarre Adventure, a obra funciona como um spin-off e foi feita para poder ser lida e compreendida por todos os leitores, dos fãs mais assíduos de Jojo até os que nunca ouviram falar de Rohan. A edição nacional ainda inclui glossário e um texto de abertura com explicações sobre o personagem e a coleção do Louvre.

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