Em “O Poderoso Chefinho 2”, os irmãos Tim e Ted agora são adultos e não tem mais a mesma amizade que tinham antes, já que cada um seguiu sua própria vida por caminhos opostos. No entanto, um vilão pode colocar em perigo a infância, e uma nova Boss Baby precisa unir novamente os irmãos para solucionar esse problema.

A premissa abre portas para muitas oportunidades de trama, que poderiam ter tomado um viés criativo muito mais abrangente, no entanto, a opção escolhida aqui é a mais viável, e tenta de forma desesperada e desorganizada, prender o público – talvez o mais infantil – com cores e ‘piadinhas’ dos personagens. 

As facilitações e exposições constantes de roteiro, dificultam o andamento da trama, que acaba sendo cansativa de acompanhar. A obra em si tem vários momentos que não se encaixam muito bem; as motivações do vilão são fracas e exageradas, e a construção de seu personagem, só é permitida por brechas no roteiro que tentam se adaptar a ele, mas que ficam claramente forçadas.

Além disso, a obra tenta restaurar os personagens do primeiro filme, e acaba não acertando no tom, que poderia ter sido ajustado de outra forma, principalmente porque existem essas possibilidades. É uma sequência que fica com medo de sair da zona de conforto e que não se arrisca em apresentar uma trama, pelo menos harmoniosa. 

As partes do filme que realmente são bem realizadas, se dão na relação interna entre os personagens, que por si só gera uma comoção do público geral, e se torna bonito dentro da animação.

Infelizmente, a opção é tentar encaixar uma outra problemática que vai muito além disso, sendo que essa parece não se relacionar nem um pouco com a proposta que é desenvolvida no início do filme, finalizando como uma animação, simples e esquecível diante de tantas outras produções incríveis produzidas esse ano. 

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