O ano começa bem para os amantes de animações com mais um lançamento da Warner Home Entertainment, intitulado Batman: Bad Blood. A animação expande ainda mais o Universo Animado da DC e é sequência de Batman vs. Robin, novamente com direção do experiente Jay Oliva (Liga da Justiça: Ponto de Ignição, Batman: O Cavaleiro das Trevas, entre outros). Desta vez a trama se baseia parcialmente na obra do quadrinista Grant Morrison (Batman: Descanse em Paz) e parte da premissa de que o Batman está desaparecido, o que ocorre logo no prólogo. Com o desaparecimento do Cavaleiro de Gotham, Dick Grayson deixa de lado o traje de Asa Noturna e assume o manto do morcego (curiosamente usando um uniforme clássico), enquanto Damian Wayne deixa a sede da Liga dos Assassinos e volta ao posto de Robin.

Este pontapé inicial dá sentido ao título e o tema ”família” se torna o núcleo da trama, introduzindo uma personagem muito interessante neste universo: Kate Kane, ou Batwoman. Com capacidades impressionantes no combate ao crime e inspirada por Batman, ela inicia uma investigação para descobrir o paradeiro do herói. Um detalhe que vale ser mencionado é que ela é lésbica e o filme trama do tema com naturalidade, demonstrando maturidade na forma como são tratadas as animações.  Outro reforço que chega para batfamília neste filme é Luke Fox, que se torna o herói tecnológico Batwing. Este personagem é o filho veterano de guerra de Lucius Fox, executivo que fornece tecnologia da Wayne Tech para Bruce Wayne. Tanto Luke quanto Kate tem relação complexa com os pais e oferecem bons momentos para trama.

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No lado dos antagonistas temos vilões conhecidos como Talia Al Ghul, Chapeleiro Louco e Vagalume, além de inimigos misteriosos, como Heretic, que tem uma virada de enredo ousada ao revelar sua origem. Com tantos personagens em cena e pouco mais de uma hora de duração, o filme pouco se aprofunda no enredo e deixa de lado o aspecto sombrio e violento, tendo ainda algumas piadas. Certamente não é o filme animado definitivo do Batman, mas consegue demonstrar melhorias leves em relação aos antecessores. Se você for daqueles que consegue relevar pontos pouco explorados no roteiro e gostaria de ver puramente uma aliança de heróis de Gotham enfrentando uma quantidade fartas de criminosos, aqui está uma boa pedida.

No geral, a animação segue o padrão de qualidade das anteriores e tem boa fluidez no movimento dos personagens, deixando pouco a desejar neste quesito e criando ótimas cenas de luta. O elenco de dubladores veteranos só reforça a formação deste universo animado, vide os retornos de Jason O`Mara como Batman e Stuart Allan como Robin, sem falar em outras vozes conhecidas, como Morena Baccarin (Gotham), que interpreta Talia. Chegando ao último ato, temos respostas e vemos uma conclusão digna para trama, recheada de ação, incluindo ainda uma surpresa na última cena. Para bom entendedor, esta aparição no fim é uma referência ao próximo filme animado do Batman, nada menos que a adaptação da clássica HQ de Alan Moore: A Piada Mortal. Se ver este marco das histórias em quadrinhos adaptado no ano em que a obra completa 30 anos não é bom o suficiente, vale lembrar que teremos o Coringa sendo novamente dublado por Mark Hammil! Definitivamente, com animações deste nível e filmes do porte de Batman vs Superman e Esquadrão Suicida chegando, este é um ano promissor para Warner e para DC.

Ficha Técnica
Batman: Bad Blood – 2016
Duração: 72 minutos
Gênero: Animação
Direção: Jay Oliva
Roteiro: J.M. DeMatteis / Grant Morrison (HQs)

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5 COMENTÁRIOS

  1. Só não curti o cell shading brutal que tão usando nas cenas. Na perseguição de carros tudo bem mas em cenas de lutas aew já é forçado.

    • Também acho que existe espaço para melhorar nestas animações, mas de um modo geral estão com saldo bastante positivo! Em breve teremos resenha do lançamento atual, que traz o confronto entre os Titãs e a Liga! Abs

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