Os anos 70/80, com toda certeza, foram os melhores anos do rock/pop. Tivemos Led Zeppelin, U2, Michael Jackson, David Bowie, Madonna e muito mais, mas se tem um que nunca poderíamos esquecer é nosso querido e amado, Queen. A banda que não só fez o público cantar junto e que fosse feito para interagir com a galera, mas que chegava com letras diferentes, ritmos de pop, rock e opera e deixava qualquer um animado.

Em Bohemian Rhapsody temos a experiência não só de conhecer mais sobre a formação da banda, mas de sabe quem era Freddie Mercury. Passamos pelo começo de sua vida trabalhando como carregador de malas do aeroporto, ao dia que simplesmente entrar em um bar e encontrar uma de suas bandas favoritas, dando a sorte de se juntar a eles naquele dia. Vemos a vida de Freddie a partir de sua visão, como todos os fatos ocorreram, seus momentos de angustia, felicidade, descobrimentos, recaídas e redenção.

Muitos fãs do cantos podem pensar que conhecem ele, mas acreditem, tem muita coisa que só saberemos bem assistindo ao filme. Detalhes de sua família, sobre a mulher que foi o amor de sua vida e seus amigos. Freddie passou por coisas inimagináveis, em uma época onde o sexo e drogas fazem um bom complemento ao rock’n’roll. A alta da AIDS na época foi um problema em sua vida, descobrindo que tinha a doença, mas isso o motivou a continuar fazendo o que amava até o último dia de sua vida, fazendo um buraco no céu com sua música.

Rami Malek entrega uma indicação digna de Oscar, me deixando até assustada o quão parecido ficou com Freddie. Conseguiu trazer todos os trejeitos, o egocentrismo e a presença de palco do cantor, tudo aquilo que nós faz lembrar dele de forma muito clara. Sua interação com os coadjuvantes Ben Hardy (Roger Taylor), Allen Leech (Paul Prenter), Gwilym Lee (Brian May), também aparece de forma perfeita e que em alguns momentos parece que estamos assistindo realmente a um show do Queen. A dinâmica entre eles é ótima, trazendo os momentos perfeitos de drama e também os divertidos que a banda passou ao gravar suas músicas.

Lucy Boynton também brilha no papel de Mary Austin, a única mulher que Freddie amou por toda sua vida. Ela não só foi a mulher e melhor amiga de Freddie, mas passou por muitas coisas com ele, desde ficar longe dele por conta dos shows, até o descobrimento de sua sexualidade. E também que foi uma das rochas de Freddie, colocando ele um pouco no lugar e sendo seu chão quando precisava.

O longa trás coisas muito boas, com uma direção incrível que começou com Brian Singer e terminou com Dexter Fletcher. A edição é espetacular, que pode até deixar Damien Chazelle com inveja, já que as cenas de música, gravações e shows conseguem passar tudo aquilo que queremos. O figurino pode nos deixar as vezes até assustados, já que tudo é feito com muito cuidado e atenção, trazendo do tênis Adidas que o cantor usava, até a camisa branca e acessório no braço. Mas nem tudo são flores infelizmente, já que também existem erros um pouco chatos durante a sessão. A primeira 1h e meia acaba sendo um pouco corrida, onde sentimos que eles querem avançar o mais rápido possessível querendo ter tempo de passar o show inteiro feito pela banda no Live Aid. E isso pode acabar incomodando e deixa fatos interessantes de fora e até mesmo coisas sobre outros integrante de fora, não dando muito foco para eles também, o que para mim fez muita falta. Mas a história logo depois desse tempo cresce muito, nos deixando emocionados em momentos chaves e que vamos precisar de alguns lenços.

Bohemian Rhapsody pode conter alguns poucos erros, mas eles não tiram a grandeza de toda essa história. Acompanhamos a chegada de Freddie ao topo, seguido pela sua caída e então redenção, não apenas com as pessoas que ele ama, mas com ele mesmo. Os fãs de Queen pode comemorar, que com toda certeza o “Galileo, Figaro” vai voltar.

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