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É comum vermos nos EUA animações que criticam de forma sarcástica o seu próprio modo de vida. Alguns exemplos notórios são Os Simpsons, Uma Família da Pesada (Family Guy) e King of The Hill. Sayonara Zetsubou Sensei é um anime que segue justamente esta tendência, com sátiras à sociedade moderna japonesa, porém não se limitando ao universo japonês, já que muito pode ser aplicado a diversas culturas.

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Criado por Koji Kumeta, a história começou a ser publicada pela revista Weekly Shonen Magazine em 2005. Por se tratar de uma revista dedicada a um público diferente daquele que realmente visa, a história é uma das menos lidas! Porém, é um sucesso de vendas no formato Tankohon (compilação de capítulos em uma única revista).

O anime segue a trajetória do Professor Itoshiki Nozomu (cujos caracteres do nome em Kanji formam a palavra “desespero”), que logo no início da história se mostra desesperado com o rumo do mundo e tenta o suicídio (algo constante na vida do professor, que vê em tudo motivo para desespero e suicídio). Entretanto, o professor acaba sendo salvo por Kafuka (que logo depois veremos que seria uma de suas alunas), uma garota que, ao contrário de Itoshiki, só vê o lado bom das coisas, não captando a maldade e as dificuldades presentes no mundo.

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A série, contudo, não se limita a poucos personagens, muito pelo contrário! Cada um dos alunos (no caso, muito mais alunas do que alunos) tem alguma característica bastante peculiar, que inclusive revela alguns dos padrões da sociedade japonesa. Exemplo disso é a aluna extremamente tímida e calada que somente consegue se expressar através de e-mails, mas que ao enviá-los se despe de qualquer timidez e faz comentários realistas e quase sempre maldosos sobre quem quer que seja. Ou então a aluna gostosona que basicamente só aparece para mostrar a calcinha e saciar aqueles que anseiam por fanservice.

Interessante notar também os diversos episódios que começam de uma maneira e acabam com uma trama relativamente diferente da inicial, lembrando muito a dinâmica de alguns episódios dos Simpsons e inclusive Seinfeld (a famosa sitcom americana sobre o nada). Esses episódios acabam retratando também algo lógico e simples: se a vida não segue um roteiro pré-determinado, então por que o anime deveria?

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A parte técnica da série faz jus ao roteiro e o torna uma obra quase perfeita, na minha opinião. A animação é extremamente bem trabalhada e possui traço marcante e original, fugindo do padrão atual e conferindo à animação um ar ainda mais inovador. A trilha sonora não deixa por menos, com destaque para a música de abertura que se encaixa perfeitamente com o anime.

Enfim, esse foi um dos destaques de 2007 (na minha opinião, o maior destaque) e uma das melhores séries que já vi. Por isso indico para todos, mas principalmente àqueles que gostam de um humor negro e sarcástico. Fica também a menção de que essa review trata apenas da primeira temporada.

Nota: nota nota nota nota nota nota nota nota nota (9/10)

1 COMENTÁRIO

  1. Comecei a assistir zetsubou sensei e fiquei curioso com um careca que aparece em algumas cenas, aparecendo nos semaforos por exemplo. Me lembrou bastante Bakemonogatari. Pesquisei no google e acabei aqui.

  2. , it did have a very bold look and those shadows were one thing that hepeld distinguish it from US animation (or US sub-contracted-to-other-countries animation) which valed higher framerates and exaggeration/caricature over detail and subtle, underplayed animation (To-y is my favorite example of a great 80 s anime that is wonderfully expressive yet has almost no actual animation in it notably, Toy actually DOESN’T use heavy layers of shadows at all). I empathize with his lament that anime has lost something that made it stand out from western animation, something us fans in the 80 s were proud of, but it is hardly the ONLY thing that makes it so, and I think a lot of the current look is inherited from the clean lines and impressionistic stylings of shoujo manga. ^_^ Clearly the medium has evolved, as it had before in his time, and has left him in the dust, clinging to the good old days and unable to keep up. Sadly, a lot of my old otaku friends did the same.

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