Chegamos ao fim de mais uma temporada de The Walking Dead e mais uma vez tivemos uma série bastante inconsistente, assim como ocorreu na terceira temporada.

A primeira metade da temporada praticamente se arrasta com poucos acontecimentos, sendo grande parte do foco a epidemia de um vírus, algo como uma forte gripe, que é responsável pela morte de diversos membros do grupo. Afinal, sem os medicamentos adequados uma gripe pode facilmente se tornar em algo letal, principalmente quando se espalha num ambiente fechado como uma prisão.

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Com a doença se alastrando, alguns conflitos morais foram surgindo, especialmente em relação a Carol, que mata alguns dos primeiros infectados tentando evitar que a epidemia de alastrasse. Mas, nem só disso viveu essa primeira metade da temporada, pois nós também tivemos o retorno do Governador.

O arco do Governador foi bastante confuso e pudemos ver como um excelente personagem foi mal aproveitado. Após matar diversos de seus ex-companheiros, ele seguiu caminho e acabou conquistando a confiança de duas irmãs e mais tarde se uniram a um novo grupo. O grande problema está no fato de que cronologicamente nas HQs e livros algo muito parecido realmente acontece com o personagem, mas antes dele ir para Woodbury.

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Portanto, a evolução do personagem não flui tão bem quanto nestas outras mídias, afinal na série tivemos uma inversão de acontecimentos: ele passa de maníaco homicida para um homem desesperado por encontrar um lugar nesse novo mundo e novamente para maníaco homicida. Acaba não fazendo muito sentido.

O importante é que o Governador se impõem e conquista a liderança deste novo grupo, que por acaso tinha um tanque de guerra – vale lembrar que em Woodbury eles já haviam conseguido um dos militares que mataram, portanto é perceptível como tentaram reeditar o mesmo confronto, só que desta vez da maneira correta. Com um grande arsenal e o apoio de diversas pessoas, Brian, como o Governador é conhecido neste novo grupo, diz que conhece um lugar seguro (a Prisão) e que deveriam tomá-lo para eles.

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Ao contrário da temporada passada, quando o confronto final entre Rick e o Governador ficou bem aquém do que o público esperava, dessa vez o conflito foide grandes proporções e tivemos a despedida de um importante personagem, que foi justamente o estopim para a “guerra” começar. E, foi a partir deste ponto que a temporada começou a ficar muito mais interessante.

A segunda parte da temporada nos mostra que após a guerra o grupo de Rick de dividiu bastante, algo que no fim das contas foi extremamente oportuno para o seriado. Isso permitiu que alguns dos personagens fossem melhor desenvolvidos e ampliou suas jornadas. Tivemos Daryl e Beth; Rick, Michonne e Carl; Tyrese, Judith, Lizzie, Mika e Carol; Maggie, Sasha e Bob; Glenn e Tara.

Todos os grupos tiveram uma dinâmica interessante, com Glenn e Maggie tendo como prioridade encontrar um ao outro. Já todos os demais estavam mais interessados em ir atrás de um local chamado Terminus, onde, supostamente, todos teriam santuário. Ao longo de algumas estradas, da linha do trem e mensagens de rádio éramos constantemente lembrados sobre esse local, que poderia muito bem ser a salvação de todos os sobreviventes.

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Alguns dos momentos mais impactantes e melhores episódios da série aconteceram com o grupo separado. A personagem Lizzie, por exemplo, era uma criança com traços de psicopatia, talvez acentuada por esse novo mundo onde pessoas vivem no limite e mortos andam entre os vivos, mas via em Carol, que perdeu tragicamente sua filha Sophia, uma figura materna.

Rick foi aprendendo a lidar com seu lado mais violento, capaz de tudo para proteger Carl e seu grupo. Parece que finalmente conseguiu ficar em paz com esse seu lado e alcançar um equilíbrio, mostrando a evolução do personagem em relação aos acontecimentos da temporada anterior. É bastante difícil comentar todas as relações sem spoilers significativos. Mas, seja o que fosse, aos poucos vimos todos os personagens crescendo e aprendendo a lidar melhor com eles mesmos. Além disso, com a divisão em pequenos grupos novos laços foram formados e outros fortalecidos.

No fim, alguns até chegaram ao Terminus, mas para que você saiba se este é, de fato, um santuário para todos, ou uma nova Woodbury você terá que ver a série e chegar à suas próprias conclusões.

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A quarta temporada vale a pena? Com certeza! Apesar de momentos lentos, onde quase nada acontecia, a segunda metade rendeu grandes episódios e cenas épicas. Se você já é um fã e viu as temporadas anteriores, com certeza irá apreciar o conjunto da obra. Caso seja um marinheiro de primeira viagem e procura informações se The Walking Dead é um seriado que se mantém até a quarta temporada, a resposta é sim, desde que você supere alguns solavancos no meio do caminho.

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