Jogos orientais…o que podemos dizer sobre eles?

Sempre peculiares e que de forma diferente nos transferem para um mundo totalmente blow mind, onde o humor é constante nos diálogos, deixando tudo ainda mais divertido. Seu último game, Pikuniku – que está sendo distribuído pela Devolver Digital – mostra muito bem isso. Com um desenho simples,  lembrando até algo bem infantil, brinca com o jogador em seus diálogos e forma de fazer suas ações.

O jogo se inicia como se estivéssemos assistindo uma propaganda, onde o dono da empresa ‘Radiante LDTA’ fala sobre como é possível ganhar dinheiro de graça e que todos somos pessoas especiais. Logo em seguida começamos em uma caverna, onde um fantasma está parado em nossa direção e passamos pelo famoso tutorial básico de comandos. Não temos ideia de quem é nosso personagem, apenas uma bolinha com pernas. Ao chegar na cidade mais próxima descobrimos que somos uma espécie de ‘Lenda do Monstro da Caverna’, que está adormecida faz anos e que destruiria tudo e todos – mas não é bem assim, principalmente quando se trata de lendas.

Após sermos presos pelos habitantes em uma gaiola e provar que não trazemos nenhum perigo, precisamos enfrentar nossa primeira missão: arrumar a ponte próxima de lá. De maneira simples fazemos isso, onde os diálogos sempre trazem um humor, seja com dinheiro de graça que as pessoas ganham e até mesmo com a lenda do monstro.

Todo jogo saudável sempre apresenta um sport inovador!

Caminhamos por vários ambientes do mapa, conhecemos personagens novos e reencontramos outros. E principalmente ao descobrir que a ‘Radiante LTDA’ segue com um plano, obviamente desastroso como toda empresa, pensar em si mesma e usar algo de outras pessoas para gerar lucro – no caso de Pikuniku são as plantações e as árvores da floresta, criando uma super devastação, onde devemos ajudar esses novos amigos a arrumar esse problema todo.

O game apresenta um visual infantil, mas tão colorido que os adultos ficam felizes ao iniciar o jogo. As piadas e humor simples e ácido nos deixa preso a trama, querendo continuar jogando sem parar. Com um arsenal de chapéus, podemos usa-los para ficar com um estilo maneiro ou apenas ajudar em algumas coisas segundarias do ambiente. Passamos por puzzles, que de certa forma são fáceis e divertidos, onde saímos da nossa zona de conforto e precisamos pensar na melhor forma de resolver aquele problema, podendo assim avançar na missão.

O jogo é perfeito e divertido, mas as vezes pode ser um pouco repetitivo em alguns momentos, deixando aqueles sem paciência cansados em algum momento de jogar. Isso não foi um problema para mim, mas conheço pessoas que teriam esse sentimento. E algo que também pode ser um problema é que algumas coisas  funcionam apenas de forma co-op, dificultando você fazer alguns pequenos puzzles para pegar objetos de coleção, principalmente quando não é sempre que encontramos alguém que tenha esse mesmo game que você.

Mesmo com essas pequenas coisas, Pikuniku é uma aventura super divertida e diferente. Sentimos vontade de rir em vários momentos, exercitamos nosso cerebro fugindo da zona de conforto fácil dos games – que atualmente dão tudo de mão beijada para os jogadores – e ainda temos uma história que os adultos e até mesmo crianças podem passar um bom tempo jogando e se sentirem leves após um dia estressante.

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