Review | Tom Clancy’s Ghost Recon Breakpoint

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A série Tom Clancy’s é uma das queridas dos fãs do gênero coop online – mesmo com a possibilidade de fazer toda a campanha no modo single player. A chegada de Ghost Recon Breakpoint gerou uma grande alegria para os fãs, não só por conta do conteúdo, mas por conta de como iria funcionar essa nova história.

Após um sucesso muito bom de The Division 2, foi possível com o retorno do público fazer melhorar de desenvolvimento gráfico, online e com uma nova história. A espera foi grande, as cenas mostradas em eventos eram de explodir a cabeça, mas que infelizmente após jogado pode não deixar a melhor sensação do mundo nas mãos.

Uma história interessante, mas com jogabilidade cansativa

Via: Gameplay antecipada

Nós somos conhecidos como, Nomad – nos dando a possibilidade de escolher entre um personagem do sexo feminino ou masculino – o que é um dos pontos muito altos pra mim nos games da Ubisoft, não só escolhendo a aparência do personagem, mas também o sexo com o qual queremos seguir a campanha.

A campanha se passa quatro anos depois de Wildlands na ilha fictícia de Auroa, onde seu ecossistema é diversificado, mesclando civilização e tecnologia em apenas um ambiente – principalmente por conta de agregar a Skell Tech – uma das maiores empresas de tecnologia armamentista e drones do mundo. Ao chegarmos na Ilha somos surpreendidos por um turbilhão que derruba nosso helicóptero e somos atingidos pelo grupo ‘Os Lobos’, que tomaram conta da Ilha e de toda a Skell Tech. Esse grupo liderado por um ex-ghost, o Coronel Cole Dee Walker.

Toda essa sinopse chama muita atenção, onde já imaginamos a maior guerra tecnológica do mundo, lembrando até mesmo algumas coisas de ‘Watch Dogs 2’ – principalmente quando pensamos em armas e drones. Mas infelizmente alguns tiros acabaram saindo pela culatra, já que o game apresenta toda essa saga de história no começo super chamativa e queremos saber mais quem é o Coronel Walker, mas a ligeira falta de desenvolvimento de algumas missões e a forma morna de caminhar a campanha façam com que alguns talvez sintam vontade de desistir.

Sua jogabilidade continua a mesma de sempre, onde encontramos caixas com armas e itens que podem melhorar nosso personagem, fogueiras de deslocamento rápido e mudança de equipes e novos itens que podem nos ajudar com a tecnologia inimiga. Todas essas novas aquisições são ótimas em comparação a games anteriores, mas que nem sempre vão te salvar de um alto perigo – já que a dificuldade é bem presente durante a campanha, onde tem missões que são realmente necessárias de serem jogadas em grupo.

Estar sempre armado é necessário.

Via: Gameplay antecipada

Como já dito rapidamente um pouco mais acima, toda hora precisamos ajeitar nosso equipamento de ataque, onde recomendo sempre que possível usar uma metralhadora, uma sniper e a pistola que nunca pode faltar. Mas nem sempre só isso vai nos ajudar, já que alguns inimigos podem surgir em um grande bando ou apenas serem de um level muito maior que o seu. E mesmo que o game nos avise que se está em vermelho é que o level é maior e pode trazer perigo, nem sempre queremos seguir as regras. Mas em Ghost Recon Breakpoint isso será necessário.

Nos podemos bolar nossa própria estratégia, já que seu mundo aberto é bem amplo e facilita escolhermos quais missões fazer sem nenhuma pressão. Isso pode ser bom para montar algumas táticas diferentes, mas chega um momento em que se torna confuso e cansativo, já que alguns lugares são muito distantes e o deslocamento em um helicóptero muitas vezes pode não ser tão vantajoso – já que perdemos coisas no caminho e não ganhamos abertura de mapa.

Vale a pena a jogatina no sábado?

Ghost Recon Breakpoint é um game que agrega bastante nosso estilo de jogo, nos dando um milhão de possibilidades, mas que infelizmente as vezes não é o suficiente para satisfazer aqueles que procuram algo frenético. Com uma grandiosidade em conteúdo, podemos comparar o game com um bolo de aniversário, que é lindo por fora mas que ao comer mais e mais podemos  ficar um pouco enjoados.

Alguns bugs as vezes podem nos deixar meio revoltados, mas nada que atualizações e ajustes não possam resolver isso de alguma forma. Espero de coração que o game ainda tenha alguma DLC ou conteúdo adicional no futuro, já que seu potencial é muito grande, mas necessita sempre de algo para estimular os jogadores atrás do controle.

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Ghost Recon Breakpoint pode parecer um belo prato na foto, mas na hora que chega a mesa pode ser um pouco decepcionante. E mesmo com muitas qualidades, infelizmente as falhas são mais evidentes.