Crítica por Lucas Magalhães

“Tempo de Carnificina” é a sequência do primeiro filme da franquia “Venom” nos cinemas. A obra continua acompanhando Eddie Brock (Tom Hardy) e sua relação íntima com seu simbionte. Apesar de não inovar quando se trata de filme de herói, repetindo clichês e se apegando, primordialmente, aos efeitos visuais, ele consegue ser mais sólido do que seu anterior. Não sei se é por já conhecermos a relação entre os dois, ou porque eles trouxeram algo mais direto, mas a verdade é que a obra é divertida e dinâmica, mesmo sendo curta quando comparada a outros filmes do gênero.

O nosso anti-herói ganha mais algumas camadas, amadurecidas pela relação entre ele e Brock. As piadas são muito bem encaixadas, e além de serem protagonizadas pelo próprio Venom, também são plausíveis, já que a construção de suas características as permitem. Porém, toda a resolução de seu arco acontece de forma fácil, rápida e superficial. Diverte mas não se aprofunda.

O verdadeiro vilão do filme é Cletus Kasady (Woody Harrelson), o Carnificina. Harrelson entrega mais uma ótima atuação, no entanto, por mais que tenham trabalhados algumas motivações para seus crimes, seu personagem é raso e, de certa forma, caricato, englobando características de vilões já existentes. Quanto ao resto do elenco, a maioria serve como ponte para uma facilitação do enredo ou então como motivação para os protagonistas, ganhando pouco espaço de desenvolvimento na narrativa. 

Por fim, “Venom” é uma boa pedida para quem está procurando um filme  de ação, além disso, tem um tom divertido em alguns momentos e a proposta narrativa é coerente com o mundo em que a obra nos insere, mesmo essa sendo clichê e superficial na maior parte do tempo. Infelizmente, os poucos pontos positivos se perdem na falta de interesse em contar uma história mais abrangente.

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